Fashion Victim Designer.

Fashion Victims Designers: GIVENCHY.

Bonjour chéri! Quanto tempo, né?! Fiquei um pouco sem tempo, mas não me esqueci de vocês, logo resolvi voltar com uma das grifes mais aclamadas e queridinhas do momento, dedico todo o meu amor para J’adore: Givenchy! Bom, a Maison Givenchy é conhecida por diversos perfumes famosos, maquiagens, coleções e peças de roupas que ganharam vida em filmes Hollywoodianos que foram sucesso de bilheteria. Um dos motivos da Givenchy ser uma das minhas marcas favoritas, é exatamente esse senso de extrema elegância francesa. A grife está atrelada à sofisticação e ao requinte, ao corte perfeito, ao equilíbrio acima de tudo. Bem, comecemos do início (óbvio!), não podemos falar sobre uma criação, sem falar do seu criador. Quem é Hubert de Givenchy e qual sua ligação com a grife?

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Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy é um aristocrata e estilista francês reconhecido mundialmente por seu trabalho coerente e requintado, nascido no dia 21 de fevereiro de 1927 na cidade francesa de Bauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes na cidade. Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda e aos dez anos, ao visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo advogado. Não houve tempo para o Direito. Aos 17 anos ele foi direto para a Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou com grandes nomes da moda , foi assistente de Jacques Fath, Robert Piguet, Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e, mais tarde, em 1949, braço direito de Elsa Schiaparelli. Agora vocês imaginem, crescer ao lado de grandes ícones da moda como o mentor da Balmain e da Maison Dior, só poderia resultar no grande sucesso da Givenchy, né?! Outra inspiração forte para Hubert foi a Balenciaga. As criações do designer francês eram luxuosas e com nítida influência do estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, e Hubert nunca negou sua admiração pela marca. Balenciaga e Givenchy se conheceram em 1953 e foram amigos até a morte do estilista espanhol, em 1972.

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Hubert de Givenchy

Como todo criador que se prese, Givenchy também teve um foco de inspiração. Na verdade uma musa inspiradora que sem dúvida foi uma das mulheres mais belas do mundo do cinema, la belle atriz Audrey Hepburn. O estilista começou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina e Cinderela em Paris. O filme Sabrina ganhou o Oscar de melhor figurino, assinado por Edith Head, a designer mais requisitada de Hollywood na época , a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme. Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes todo seu guarda-roupa fosse feito pelo estilista francês. Mas a imagem mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards, com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas. Além de Audrey Hepburn, ele vestiu outras personalidades famosas, como Gloria Guinness, Dolores Guinness, Marléne Dietrich, Grace Kelly, a duquesa de Windsor e as minhas três queridinhas clássicas favoritas: Greta Garbo, Elizabeth Taylor e Jacqueline Kennedy.

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Le mademoiselle Audrey Hepurn por Hubert de Givenchy

Durante os anos 50, ele criou vários modelos de vestidos “chemisier”, na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com a criação de peças independentes e coordenáveis (pois até então, blusas, saias ou calças só podiam ser usadas como um conjunto) e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. Givenchy foi o primeiro estilista de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminino (esse termo francês traduzido é “pronto pra usar” e significa que não é de alta-costura, ou seja, não é feito sob medida e nem é algo exclusivo à alguém)  intitulada “Givenchy Université”, em 1954. Em 1957, lançou o seu primeiro perfume feminino, chamado Le De, originalmente vendido a poucos seletos clientes e amigos pessoais, atualmente ele só é encontrado em Paris, nas galerias Lafayette e Printemps, na Saks, em Nova York e na Harrods e Selfridges, em Londres. Ainda neste ano, criou o perfume L’Interdit, em homenagem a Audrey Hepburn. Em 1959, o Monsieur Givenchy, seu primeiro perfume masculino e em 1973, entrou para o mundo da moda masculina, com o lançamento da linha “Gentleman Givenchy”. Ainda nesta década a grife iniciou uma enorme diversificação de produto com o lançamento de uma coleção de óculos, móveis, toalhas de mesa, sapatos e jóias. Marcou a década de 80 com a utilização de tecidos com estampas inspiradas em artistas como Miró, Matisse e Bérard.

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Perfume L’Interdit em homenagem a Audrey Hepburn

Apesar do sucesso e do glamour da marca, a Maison se encontrava com sérios problemas financeiros, o que culminou com sua venda, em 1988, para a luxuosa e amada Louis Vuitton. A coleção de perfumes já havia sido vendida para a Veuve Clicquot em 1981, que depois seria comprada pela LV também e formaria o poderoso grupo LVHM, atual proprietário da GIVENCHY. O estilista francês se despediu das passarelas em 11 de julho de 1995 com um desfile para poucos, sob os aplausos de toda sua equipe e dos mais importantes estilistas do mundo sentados na primeira fila. Foram convidados apenas amigos pessoais, estilistas e principais clientes. A aposentadoria de Monsieur Hubert abriu caminho para uma total reformulação da GIVENCHY, com a contratação de John Galliano, depois Alexander McQueen e por último, Julien MacDonald (três jovens, britânicos, teatrais e nada convencionais). Galliano teve uma passagem rápida em 1996 e logo foi para a Dior, cedendo espaço para o recém descoberto talento de McQueen, eleito na mesma época o melhor estilista do ano pelo Conselho Britânico de Moda, tornando-se o queridinho da mídia especializada. Em Março de 2001, MacDonald fez sua elogiada estréia, com uma coleção que fundiu harmoniosamente a jovialidade e a extravagância de seus dois predecessores com a feminilidade e a sofisticação de Hubert de Givenchy.

Finalmente, em 2005, foi anunciada a chegada do italiano Riccardo Tisci à GIVENCHY, com a esperança de manter viva a tradição, o requinte e principalmente o prestígio de uma das maiores grifes da alta costura. Porque como dizia o próprio Givenchy, “Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”. É uma das minhas citações favoritas. No mundo da moda, como diz a modelo alemã Heidi Klum, um dia você está in e no outro out, o foco é alcançar o prestígio pois ele é não é passageiro como o sucesso.

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O designer italiano Riccardo Tisci vestindo uma de suas criações pela GIVENCHY

Em março de 2008 a marca inaugurou sua nova loja conceito na Faubourg Saint-Honoré, ou seja, na rua mais chique e adorável da minha amada Paris, e ela apresenta o novo espírito da marca que equilibra espaço e privacidade. As vendas do primeiro ano da loja ultrapassaram os 6 milhões de euros (oolalá!). E podemos afirmar que depois dos problemas financeiros, a GIVENCHY conseguiu se reinventar e se firmar no mercado fashion, atingindo hoje, em 2013, um enorme sucesso que só tende a crescer.

Resumindo as informações sobre a  marca:

● Origem: França.

● Fundador: O estilista Hubert Givenchy.

● Proprietário atual: Grupo LVHM.

● CEO & Presidente: Fabrizio Malverdi.

● Diretor Criativo: Riccardo Tisci.

● Faturamento: Estimado em 100 milhões de euros por ano.

● Ícones: A blusa Bettina, o vestido “saco” e o perfume Amarige.

● Website: www.givenchy.com

Uma curiosidade sobre a GIVENCHY é que todas as mulheres da família Kennedy usaram a grife no funeral do ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, assassinado em 1963. O vestido da viúva, Jacqueline Kennedy, foi enviado às pressas de Paris para a ocasião. Comenta-se que, na época, o ateliê de Givenchy tinha um tipo de tecido especial para cada mulher da família Kennedy.

O logotipo da grife foi criado em 1970, e é conhecido como 4 G, justamente por ser composto por quatro letras G.

logo-givenchy

Eu não vou postar algumas coleções da GIVENCHY nesse post, porque vou fazer uma categoria com as coleções da marca. Esse foi mais pra citar a teoria da grife francesa. Aguardem os próximos capítulos e irão ver as minhas coleções favoritas e a recém assinada pelo nosso belíssimo italiano, Riccardo Tisci. Aur revoir belle!

Deborah Guidio – ao som de Kanye West – Black Skinhead.

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